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Uribe responde a comentários de Lula sobre crise com a Venezuela PDF Imprimir E-mail
30 de julho de 2010

Brasília – O presidente respondeu hoje (29) a declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise entre a Colômbia e a Venezuelano. Em comunicado publicado na página oficial da Presidência da República da Colômbia, Uribe disse lamentar os comentários de Lula por desconsiderarem a ameaça que significa a presença de guerrilheiros em território sul-americano.

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil 

Diz a nota: “O presidente da República [Álvaro Uribe] lamenta que o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, com quem temos cultivado as melhores relações, refira-se à nossa situação com a República Bolivariana da Venezuela como um caso de assuntos pessoais, ignorando a ameaça para a Colômbia e o continente [sul-americano] que há na presença de terroristas das Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia] neste país [Venezuela]”.

Uribe refere-se a declarações feitas por Lula ontem (28), depois de almoço oferecido ao presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, no Itamaraty. Ao ser perguntado sobre o conflito entre a Colômbia e a Venezuela, Lula respondeu: Ainda não vi conflito. O que ouvimos mais aqui na América Latina é conflito verbal. Temos que ter, primeiro, paciência, até que o presidente [Juan Manuel] Santos [sucessor de Uribe] tome posse”, afirmou Lula.

Em seguida, o presidente brasileiro lembrou que irá em breve à Venezuela e à Colômbia: “Estarei na Venezuela no dia 6 para reunião bilateral com o Chávez e, à noite, pretendo ir para a Colômbia para o jantar de despedida do [presidente colombiano Álvaro] Uribe. Pretendo conversar com o Uribe, e no dia seguinte vou participar da posse do presidente Santos”.

No comunicado, Uribe diz ainda que o presidente Lula deveria considerar que o governo colombiano se esforça para evitar que a suposta presença de guerrilheiros na região provoque uma crise no continente. Segundo ele, a busca é sempre pelo diálogo. "A única solução que a Colômbia aceita é que não se permita a presença de terroristas das Farc e do ELN [Exército da Libertação Nacional] em território venezuelano”, diz o comunicado.

O assunto é tema de uma reunião hoje em Quito. Ministros das Relações Exteriores dos 12 países que compõem a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) estarão presentes.

Edição: Nádia Franco

 
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